local, nacional

marca de beja premiada no xvi concurso do clube de criativos de portugal

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A marca DE BEJA foi distinguida pelo Clube de Criativos de Portugal naquele que é o maior e mais prestigiado Concurso de Criatividade em Portugal. Sim, é verdade, no mais prestigiado concurso de criatividade do país. Primeiro num bolo de mais de 700 trabalhos submetidos  pelas melhores agências e criativos para as maiores e mais prestigiadas marcas nacionais e internacionais e depois numa shortlist de cerca de 300, a nova marca DE BEJA arrecadou o prémio com o projeto de rebranding da identidade DE BEJA materializado pela Ivity, a qual foi  considerada a Agência de Design do ano. Um grande feito. Uma marca de uma cidade foi distinguida entre os tubarões do design, da publicidade e do marketing. Pelos tubarões da criatividade e entre os tubarões de marcas de renome nacional e internacional.

O projeto de rebranding da ID DE BEJA foi distinguido pelo seu todo. Não foi o B de Beja. Não é essa a marca, não é, nem foi esse o projeto. Não é esse o conceito inovador por detrás do projeto. O “B” é a base de todo um sistema de comunicação icónico-verbal que projeta a marca DE BEJA e todos os seus ativos, materiais ou imateriais, com uma chacela de certificação de qualidade de origem. DE BEJA, pois claro. O Castelo DE BEJA, as Pessoas DE BEJA, os Vinhos DE BEJA, as Festas DE BEJA, os Barros DE BEJA, o Património DE BEJA, os Amores DE BEJA, o Sol DE BEJA, a Alma DE BEJA, os mais de 2.500 anos de História DE BEJA (…) . Assim, da muralha da História surgiu um símbolo de uma marca moderna, orgulhosa do seu passado mas erguida sob uma torre de modernidade com vista para todos os futuros.

A capacidade de geração de novos ícones e encaixe no sistema, assim como a possibilidade de construir novas interpretações sem se perder a essência da marca, são características que a distinguem e a tornam única e de todos e para todos. O sistema contem ainda a adaptação da marca para o público infantil, através do B desenhado do BEJA KIDS, que foi um sucesso no evento com o mesmo nome integrado nas Experiências a Sul. Porque o público infantil também é DE BEJA e também se sente DE BEJA.

As possibilidades de promoção permitidas, não só pelo design como pelo conceito de afirmação da cidade e do concelho DE BEJA, pela Denominação de Origem do território, pela originalidade e qualidades únicas dos seus produtos materiais e imateriais, são quase infinitas e necessitam de vida. De vidas. De camisola vestida. De campanhas. De ideias. De energias. De orgulhos. De almas…

… sem esquecer que o mais importante não é Beja orgulhar-se de um determinado slogan ou de ter uma alma que de um dia para o outro diz que quer ser criativa. O mais importante é ser DE BEJA. Seja o que for ou quem for. Seja por aquilo que for ou por quem for, através de quem quer que seja. Tem de ser DE BEJA. O resto são assinaturas que passam consoante os ventos que sopram se não forem alicerçadas o bastante para não serem nem passageiras, nem vazias.

A todos aqueles que contribuíram para este sucesso, o meu muito obrigado enquanto bejense de corpo e alma. Obrigado, obrigado, obrigado.

Notas:

. este projeto foi co-financiado em 85% pelo QREN custando à Câmara Municipal valores abaixo de simples campanhas de orgulhos em mandatos anteriores com fins e ganhos pouco claros para o munícipe;

. voltarei em breve ao tema da marca e da promoção da marca e do território;

 

 

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regional

a ameaça do nano-investimento anunciado ou a fatalidade do desinvestimento continuado?

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A nossa região volta a não figurar no horizonte de futuro de quem nos governa. Não é a primeira vez, nem a segunda, nem a terceira, mas era bom que tivesse sido a última.

O Governo anunciou na passada semana os investimentos prioritários para o país até 2020. Serão 6 mil milhões, sim 6.000.000.000 de euros de investimento prioritário para o país. E apenas 18, em 6 mil, terão como destino o Baixo Alentejo e o Distrito de Beja, mais ou menos 0,5% do bolo total.

E mesmo dentro desta “migalhinha”, que aceitamos não no-la tirem eles ainda, vemos que a mesma não é um investir, mas sim um incumprir e um desistir de um projeto, nomeadamente da A26 ou IP8 com perfil de auto-estrada, ou seja, sem as duas faixas de rodagem para cada sentido. Sim, os 15 milhões previstos para a conclusão dessa obra, não são para concluir a obra. São para concluir uma outra obra, com um outro projeto, com outros resultados. Piores, está claro.

Acrescente-se que também o projeto de Alqueva sofreu nos últimos anos grandes cortes relativamente ao previsto e nem tem ainda o financiamento garantido para a sua conclusão. Relembro que estes cortes, só por acaso, incidiram sobretudo esta nossa zona. E não fará mal se recordarmos que o projeto de Alqueva foi aprovado em 1975 em Conselho de Ministros, tendo nos 20 anos seguintes andado a passo de caracol com sucessivos “vai-não-vai” desbloqueados apenas em 1996 quando o Governo de António Guterres e do Ministro João Cravinho resolveu retomar o projecto e fazer a adjudicação da empreitada principal de construção civil da barragem e central.

Mas ainda mais grave que a repetição desses marcos negros a que vamos estando habituados é quando, como se não bastasse, os mesmos são acompanhados de um gravíssimo processo de desinvestimento continuado. Tudo em nome das “reorganizações”. A perda de serviços com a sua deslocalização para outras paragens sem que tivessem sido criadas, no local, alternativas. O fecho de escolas. A extinção de serviços de proximidade a partir da régua e esquadro dos Gabinetes de Lisboa. A eliminação do acesso a serviços com custos também financeiros para os cidadãos. E a grave delapidação da capacidade instalada ao nível dos cuidados de saúde (cuidado com o que aí se adivinha que vem). E esta última merecerá da nossa parte um debate profundo pelo que se adivinha estar para vir.

Parece que é tudo uma questão de bolsa. De valores. De ratings e classificações atribuídas por terceiros. Portugal queixa-se do valor que o mundo lhe atribuiu. Portugal queixa-se dos terceiros que avaliam o país. Portugal diz que não pode ser descriminado, que tem tanto ou mais valor que os outros e que só precisa de ter as mesmas condições que esses outros têm para ser igual ou melhor que eles. Mas Portugal, dentro de Portugal, prejudica Portugal porque Portugal não é só Lisboa, Porto e o Litoral. Portugal valoriza mal o seu território. Portugal avalia mal o seu território porque o faz de uma maneira para uns e de outra para outros. Portugal descrimina o seu território porque trata uns de uma maneira e outros de outra. Com valores diferentes, com olhares diferentes.

O Governo de Portugal é a pior agência de rating que algumas regiões (como a nossa) poderiam ter. Mas têm. E é pior ainda que no caso das avaliações estrangeiras ao país. É que cá dentro é o Governo que avalia Portugal no seu todo e é o Governo que decide onde investe (ou não).

Infelizmente.

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